Coluna do UOL Economia cita Allan Pscheidt e seu conceito de “Caixa Preta da Carreira” para discutir como a IA generativa está eliminando vagas de entrada no mercado de trabalho.
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A coluna de Gustavo Miller no UOL Economia, publicada em 12 de março de 2026, examina o avanço da inteligência artificial generativa sobre o mercado de trabalho a partir de casos concretos e dados recentes. O ponto de partida é o relato de Austin Lau, funcionário da Anthropic, empresa avaliada em US$ 380 bilhões, que automatizou sozinho todas as operações de um departamento inteiro de growth marketing — campanhas de mídia paga, email, SEO e CRM — sem escrever uma linha de código.
O texto percorre uma sequência de eventos que compõem o cenário de 2026: a Block, empresa de Jack Dorsey, desligou 40% de sua força de trabalho após identificar 4 mil vagas redundantes frente às ferramentas de IA adotadas — com as ações da empresa valorizando 20% logo após o anúncio. A Fast Company registrou a eliminação de aproximadamente 55 mil empregos globalmente ao longo de 2025. Um relatório da Citrini Research projetou taxa de desemprego acima de 10% nos Estados Unidos até 2028, cunhando o termo “PIB Fantasma” para descrever o crescimento de produtividade que não se traduz em circulação de renda. Um documento da própria Anthropic indica que em setores como computação e matemática a IA já tem capacidade técnica para resolver 94% das tarefas, com programadores e profissionais de atendimento ao cliente entre os mais impactados.
O ângulo que o colunista destaca como mais preocupante não é a eliminação de empregos consolidados, mas o fechamento das portas de entrada: a contratação de jovens entre 22 e 25 anos caiu 14% nos setores de tecnologia e finanças. É nesse ponto que Allan Pscheidt, educador e pesquisador, é citado com o conceito de “Caixa Preta da Carreira” — a dinâmica pela qual empresas que automatizam tarefas consideradas básicas economizam no curto prazo e destroem, sem perceber, os andaimes que formavam os profissionais do futuro. As tarefas repetitivas e operacionais, historicamente menosprezadas, eram a escola real do mercado de trabalho. Ao eliminá-las, o sistema retira o degrau que permitia a ascensão de quem ainda não tinha experiência acumulada.
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Leia a coluna completa em: https://economia.uol.com.br/colunas/gustavo-miller/2026/03/12/a-inteligencia-artificial-vai-acabar-com-os-estagios.htm
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